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importância do óculos

Importância do óculos de natação

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Touca de natação

Touca de natação no mar

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respiração Frontal

Respiração Frontal

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A lição de Rogério Arapiraca

Texto abaixo foi retirado do site Blog do Coach e é um importante relato de quão diferentes podem ser a natação de piscina da natação em águas abertas.

Aprendi com o treinador da Seleção Brasileira de Águas Abertas, Carlos Rogério Arapiraca, há muito tempo. Natação de piscina é uma coisa, águas abertas é outra, um mundo diferente. A cada dia, a interessante tese, fica mais consolidada.

 

Enquanto na natação temos os melhores nadadores, baseados nos melhores tempos, raramente vemos um recordista mundial terminando em posições longe do pódio.  Já nas águas abertas, cada prova é uma prova diferente.

 

Nesta sexta-feira, na segunda etapa da Copa do Mundo da FINA 2015 disputada em Abu Dhabi, o alemão Thomas Lurz, conhecido (e reconhecido) como o melhor nadador de águas abertas do mundo terminou num modesto 19o lugar. E olha que na quarta das cinco voltas, ele estava na sétima colocação.

 

Águas abertas para mim é como uma luta. Tem o  número de rounds definidos (no caso são 10 quilômetros), mas a decisão de ganhar pode ser em qualquer um dos rounds. Assim, o tempo não tem nenhuma importância,  e sim, ganhar a luta, ou melhor, a prova.

 

Alguns gostam de sair mais forte e decidir nos primeiros rounds, a grande maioria dos principais nadadores, prefere segurar até o final, e fechar forte.

 

O arrasto é proibido, mas utilizado em grande escala. Saber nadar no grupo da frente e aproveitar dele, faz muita diferença. Liderar a prova, nunca foi vantagem.

 

Na prova masculina de Abu Dhabi, nas cinco voltas dos 10 quilômetros, foram quatro diferentes líderes. Dos quatro, apenas o francês Axel Reymond, líder na segunda volta, saiu-se bem vencendo a prova.

 

O australiano Rhys Hodson líder da primeira volta terminou em 13o lugar. O britânico Caleb Hughes líder da terceira volta, ficou em 17o lugar, e o húngaro Gergely Gyurta, líder na penúltima volta, ficou em nono.

 

O melhor brasileiro na prova, Allan do Carmo, terminou em sétimo. Allan é daqueles que gosta de atacar no final. Nas cinco voltas, passou a primeira em 24o, repetiu a mesma posição na segunda volta, melhorou para 11o na terceira e estava em oitavo na quarta volta. Segundo o seu técnico, Arapiraca, faltou velocidade para um final de prova melhor. Talvez sentindo o trabalho feito na altitude por três semanas.

 

Prova bem fechada fez o alemão Christian Reichert. Este estava em 28o lugar na primeira volta, 21o na segunda, piorou para 29o na terceira e em 28o na quarta. Acabou em terceiro lugar.

 

O Brasil perdeu na prova de Abu Dhabi uma sequência histórica. Acumulávamos nadadores nos pódios do Circuito da Copa do Mundo desde julho de 2013. Foram 12 etapas consecutivas, colocando pelo menos um brasileiro ou brasileira entre os três primeiros colocados. Isso mostra uma estabilidade e um retrospecto altamente positivo para a modalidade no país.

 

Nem por isso temos nada garantido. Afinal, como o Professor Arapiraca nos ensinou, águas abertas é outro mundo.